Buracos negros, cérebros e a segunda lei da termodinâmica

Discussão sem pé nem cabeça ocorrida na minha cabeça, fruto de diálogos sinápticos entre neurônios alucinados e sem saber o que fazer:

O que tem em comum um cérebro e um buraco negro?
A entropia! E só, as semelhanças acabam aqui, para sorte nossa.
Entropia mede o grau de desordem de um sistema, e o postulado básico da segunda lei da termodinâmica diz que a entropia de um sistema, no mínimo, é mantida ou sempre aumenta. Ou seja, a entropia do Universo sempre aumenta, sendo por isso um processo irreversível.
E na teoria de informação, Shannon definiu uma medida chamada de entropia da informação, que representa a medida de uma informação contida numa mensagem. Ou seja, quando maior a entropia de qualquer coisa, mais informação será necessária para descrever essa coisa.
Uh, então o nosso cérebro tem entropia. Mas quanto de entropia? Parece que para conseguirmos decifrar os pensamentos, precisamos de muita, mas muita informação mesmo. O cérebro tem bastante entropia. Se te entregam uma massa cinzenta a você, que inicialmente nada sabe para que serve aquela massa cinzenta, você vai precisar de um bocado de informações, não? E isso aumenta a entropia do cérebro?
Ah, e onde entra o buraco negro na história? Postulando que um buraco negro possui entropia, junto com as entropias das coisas que ele engoliu, deve-se deduzir que possui muita, mas muita entropia mesmo.
Aí uma teoria minha. Entropia concentrada em um ponto pequeno, uma entropia infinita num volume finito dá origem à singularidade que é o buraco negro?
E o cérebro, que também parece ter muita entropia num volume pequeno, porque que não colapsa num buraco negro?
Outra coisa interessante, leia isso:

“A correspondência AdS/CFT permite o estudo da teoria de gauge com N=4 supersimetrias usando-se uma teoria de cordas num espaço de anti-De Sitter. O regime de acoplamento forte da teoria de gauge corresponde ao regime de acoplamento fraco da teoria de cordas. Dessa forma, o setor não perturbativo da teoria de gauge pode ser explorado. É possível também estudar casos com menos supersimetrias. Uma vertente que tem crescido nos últimos anos é o estudo da QCD através da correspondência. Um resultado importante apareceu alguns meses atrás. Parece ser possível descrever algumas das características do comportamento do plasma de quarks e glúons detectados no RHIC utilizando-se a correspondência.”

Alguém entendeu isso? Provavelmente um físico teórico entenderia logo de cara, enquanto que alguém que não teve contato nenhum com a física vai achar isso sem noção. Isso significa que no cérebro do não-iniciado em física, há mais entropia, então precisa de mais informação para entender, do que o físico teórico.

Ih, não sei porque estou escrevendo tudo isso, estou tendo um colapso sináptico em algum lugar. Apenas postulados e teorias malucas, e só!
Fim do diálogo.

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Sobre giseli

Eu: Engenheira, sedenta por bits e chocólatra assumida. Além de ser fã de IAs, principalmente Wintermute e HAL9000
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3 respostas para Buracos negros, cérebros e a segunda lei da termodinâmica

  1. Christie disse:

    Te apóio a escrever um livro de filosofia e metafísica Gi : D
    Beijoka!!

  2. Aixa disse:

    puxa… adorei o texto….

    adoraria conversar cntg, trocar ideias e tals….

    manda email…

    bju!

    aixa

  3. Michel disse:

    CAra, muito haver essa teoria com da entropia dos buracos negros com o cérebro. Tenho uma idéia muito parecida. Processo entrópico entre os hemisférios do cérebros. Muito interessante isso.

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