Pensamentos sobre o jogo do exterminador

Eu gostaria de fazer alguns comentários a respeito do livro “O jogo do exterminador” (Ender’s Game), de Orson Scott Card. Ele conta a história de um tal de Ender Wiggin, um garoto que é levado à academia militar e conta suas duras lições aprendidas ali. Resumindo, como diz esse site, “Ender’s Game is the story of growing up alone, trying to find independence when none is allowed, trying to find meaning in a life whose meaning has already been defined.”
Pode parecer chato para quem detesta guerras, porque em boa parte do texto, realmente é só isso, treinamentos e guerras. Mas o final é surpreendente, vale a pena percorrer todas as páginas para chegar até o final. E a trama é um prato cheio para quem adora estratégia militar e guerras, se bem que não sei onde é que se aplica isso. Uma academia militar da marinha dos EUA pediu a seus alunos que o lessem, não pelas estratégias, mas sim de como desenvolver uma relação entre o comandante e seus comandados. E como falhar em ser um comandante também…

No texto, fica patente o processo de brutalização psicológica e física imposto às crianças que entram na academia militar. No meio da história, dá para perceber que o mundo estava em guerra com uma raça alienígena (tema bem batido na FC), e os humanos apanham muito nessas guerras. E depositam todas suas esperanças nesse tal de Ender Wiggin, que pode ser o comandante ideal para ganhar uma guerra. A história é por aí, não me lembro de tudo. Mas me fez eu ler até o fim, tudo em um dia só, não consegui me desgrudar do livro. Para quem curte FC, eu recomendo a leitura, mesmo que no meio dela dê a impressão de ser chato, tente chegar até o final. Se tiver preguiça, bom, espere lançarem o filme (se bem que eu desconfio muito de filmes baseados em livros…).

A história é a primeira de uma série, depois tem “Orador dos Mortos”, “Xenocida” e “Os Filhos da Mente” (espero lê-los algum dia…). E vi no site da Devir que Card escreveu uma série paralela, Ender’s Shadow, Shadow of the Hegemon, Shadow Puppets e Shadow of Giant (nenhum publicado em portuguẽs ainda). Quem sabe eu arrisque a ler esses em inglês mesmo…

Uma das coisas no texto que pode fazer você pensar, é o quão a gente interpretaria corretamente os sinais de uma outra civilização? Ou seja, podemos nos comunicar eficientemente com outra espécie? Em algum ponto da leitura, você vai perceber isso (não vou contar os detalhes, para evitar spoilers) e pensar se não erraram em algum ponto… Isso me faz lembrar de outro livro que li, “Fiasco”, de Stanislaw Lem, em que uma nave humana tenta estabelecer um contato com um planeta, mas esse planeta não está interessado em nenhum contato exterior (a trama, er… é meio chatinha hehe).

Concluindo, eu sugiro a leitura desse livro, e se possível, da série toda, apesar de que sou meio suspeita… Mas se arrisquem! =P

Referências e sugestões:
Artigo na Wikipedia (em inglês) sobre Ender’s Game
Site da editora Devir sobre O Jogo do Exterminador
A história curta que deu origem ao livro
Fresco Pictures news page for Ender’s Game

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Sobre giseli

Eu: Engenheira, sedenta por bits e chocólatra assumida. Além de ser fã de IAs, principalmente Wintermute e HAL9000
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5 respostas para Pensamentos sobre o jogo do exterminador

  1. giseli disse:

    De fato, é surpreendente mesmo! Mesmo nos temas mais batidos, se o autor souber tecer e conduzir a trama e introduzir elementos interessantes, a obra vira uma obra-prima! Como é o caso desse livro. 😉

  2. Giseli, já li O Jogo do Exterminador e é um livro fantástico. Não sei a tua idade, mas eu cresci vendo muitos filmes que claramente se inspiraram em “Ender’s Game”. Foi uma leitura prazerosa e com final surpreendente, com certeza.

    Mas o grande “tcham” do livro para mim é a “psicologia”, por assim dizer. O modo como ele trata os grupos, a dinâmica entre eles, como liderar, o que é ser um “amigo” e o que é ser AMIGO, mesmo. Uma verdadeira aula sobre dinâmica de grupos… embora algumas das lições não sejam necessariamente, ãh, boas ou politicamente corretas.

    E uma sugestão, se me permite: o texto está legal e interessante, mas você precisa revisar um pouco mais… tem algumas repetições – só como exemplo, veja quantas ocorrências de “livro”: “Mas esse livro me fez eu ler até o fim, tudo em um dia só, não consegui me desgrudar do livro. Para quem curte FC, eu recomendo a leitura do livro, mesmo que no meio do livro dê a impressão de ser chato, tente chegar até o final. Se tiver preguiça, bom, espere lançarem o filme baseado no livro (se bem que eu desconfio muito de filmes baseados em livros…).”

    Ah. Também desconfio de filmes baseados em livros, ainda mais nesses casos de FC…

    Bjs!

  3. giseli disse:

    Verdade, Fernando!
    Dei uma boa revisada, mas acho que ainda precisa de mais uns toques. E estou torcendo para que o filme não seja ruim, porque você já viu o que aconteceu com “O Guia do Mochileiro da Galáxia”…

  4. Christie disse:

    É uma bela resenha, Gi! Eu sofri com o Jogo do Exterminador por conta do papo de guerra e brutalização, coisas que não me atraem nem um pouco, mas gostei do fechamento da trama. Eu não sei se pretendo ler as continuações do livro, mas não descarto ler Orson Scott Card como o grande escritor que ele é. Há pouco tempo li um conto dele chamado Os Elefantes de Polznan – trata-se de uma história que se passa após uma grande praga que mata a maior parte da humanidade e esteriliza os poucos sobreviventes. Vendo-se fadada ao final, a espécie humana assiste perplexa à invasão dos elefantes, a espécie que irá herdar o planeta. Um morador de Polznan, uma cidadezinha polonesa, descobre que é um dos últimos homens férteis do planeta, que junto com a última garota fértil tenta salvar a espécie da extinção, mas digamos que não dá certo, e demais detalhes são spoilers : )
    Beijos!

  5. giseli disse:

    Christie, esse conto que você mencionou não foi transformado depois numa HQ, que você também comentou? Tô curiosa sobre esse conto, me passa? 🙂

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