Auto-descrição atropelada

Sou chocólatra, cappuccinólatra e livrólatra. Me vicio em overdose de informação, se bem que estou consciente de que meu cérebro não consegue lidar com tudo, mas pelo menos com as partes que importam. Me considero budista e hedonista, se bem que estou mais para o primeiro e estou tentando ir pro segundo. Nem sempre todos percebem no primeiro momento que temos só uma vida e que esse papo de reencarnação só saberemos depois de transcender a realidade material (bater as botas). Acho todo mundo complicado, mas sei que quem é mais complicado na área sou eu. Já quis ser cineasta, fotógrafa, filósofa, engenheira cartográfica, matemática, física e médica. Acho que uma vida é pouco para aprender tudo o que eu gostaria de aprender. Adoro literatura cyberpunk e de coisas esquisitas, como o weird. Também gosto de me enveredar pelos clássicos, alguns textos são tão puros de sentido que me impressiono com os autores desses textos. Já li um pouco de tudo, inclusive livros de filosofia, livros de auto-ajuda, livros de auto-biografia. Alguns ruins e outros bons. Não sei ouvir música, se bem que tento aprender. As notas musicais são tão complicadas de se entender. Já tentei aprender a tocar violão, teclado e flauta. Não tenho o que se chama de memória auditiva, por isso a minha enorme facilidade em esquecer coisas que os outros dizem. Além de ser distraída e viver ainda no meu mundo de neve, florestas de pinheiros e tigres brancos e sagrados, povoado de mistérios que transpassam a eternidade dos séculos e milênios. Mundo em que quero transcrever para textos. Quero dar a volta ao mundo, acampar no deserto do Atacama, trilhar o caminho até Macchu Picchu, atravessar o outback da Austrália, escalar as montanhas da Nova Zelândia, fazer um mergulho em Fernando de Noronha, cruzar a Europa de bicicleta, esquiar nas montanhas norueguesas, ver o sol da meia-noite num barco nos fiordes da Noruega, visitar a Islândia, desfrutar dos ventos gélidos da Rússia, andar numa praia da Tailândia e desfrutar do aroma das florestas de pinheiros. Sei que na Alemanha viveu alguém que formulou o problema mais difícil e mais elegante da matemática, a Hipótese de Riemann. Falando em beleza e complicação matemática, as equações de Navier-Stokes são as mais belas e complicadas que já vi. Gosto de tentar ver a beleza em tudo se bem que nem sempre sacamos à primeira vista da superfície das coisas. Gosto de ter amigos para ter papos nerds e para papos sobre banalidades, de preferência os dois juntos ao mesmo tempo. Me considero uma navegante que navega em águas calmas, às vezes em mares tempetuosos, ou em mares infestados por monstros marinhos imaginários ou reais, mas indo em frente com o firme propósito de descobrir um continente.

Anúncios

Sobre giseli

Eu: Engenheira, sedenta por bits e chocólatra assumida. Além de ser fã de IAs, principalmente Wintermute e HAL9000
Esse post foi publicado em Eu, Nada a ver. Bookmark o link permanente.

16 respostas para Auto-descrição atropelada

  1. giseli disse:

    Pois é, Romeu, escrevi de uma tacada só e sem respirar rs.

  2. Fábio disse:

    Belíssima autodescrição. Queria ter esse seu talento (mas só consigo contar histórias de outras pessoas). 🙂

  3. Tomou uns banhos de inspiração hein, Gi? Parabéns. Desejo todo o fôlego, tempo e dinheiro para realizar todas essas coisas. E ainda resolver a hipótese de Riemann!

  4. Romeu Martins disse:

    E depois você diz que não sabe o que é literatura beat… Teu tópico foi beat até a medula, menina.

  5. Fábio disse:

    Beat e bom! Melhor que muita literatura blogueira do começo de milênio!!!
    🙂

  6. giseli disse:

    Fábio, Cris e Romeu, obrigada pelos comentários! Puxa, então sou beat sem saber? Hehehe
    Espero tomar mais frequentemente banhos de inspiração 🙂

  7. Santaum disse:

    Uau, digo eu.

    Bem nonadista isso, digo, o ato de escrever na hora, de repente, “no tapa”.

    Muito bom!!!!!

    Navier-Stokes! Uau! Você acha difícil então? Hehehehehe….. Realmente a forma vetorial é difícil. O interessante as equações de estática de fluidos e a equação de Bernoulli são derivadas de Navier-Stokes. Fiquei tão feliz no dia que descobri isso, hehehehehe…..

    Bom, me fala onde tem essas florestas de pinheiros, que fiquei curioso.

    Finalizando, meus parabéns pelo mestrado.

    Grande abraço, ao som de Ravi Shankar!!!!! (5 exclamações)

  8. giseli disse:

    Santaum,
    Além de ser beat, ainda tenho atitudes nonadistas sem saber? rs
    Dá para entender conceitualmente as equações de Navier-Stokes, mas sacar a forma vetorial não é fácil, pelo menos para mim. Boa parte da mecânica de fluidos tem como base esse conjunto de equações, não?
    Quanto às florestas de pinheiros, me referiria a qualquer lugar que tivesse essas florestas nativas. Eu adoro pinheiros e o aroma que eles exalam 😀
    Você tá pegando a mania do Beraldo, de escrever coisas ao som de tal. rs
    Abraços!

  9. Jorge disse:

    Eu tiro meu chapéu, baixo minha cabeça e meu joelho tocam no chão, genufletido em sinal de respeito… O Deus que habita em você começou a se erguer…

    Qualquer coisa que eu tenha para dizer a você é trivialidade, diante desse universo interior que você revelou possuir…

  10. giseli disse:

    Ei, Jorge, não precisa ficar rasgando seda não rs.

  11. Demian disse:

    Eu iria rasgar seda também em honra a vosso post senhorita Gi,
    de preferência seda Chun Qi do primeiro império glacial chinês, mas vossos amigos já disseram tudo.

    Como talvez-budista viciado em excesso de informações, leitura e busca de novos continentes, simpatizo muito com seu texto. Não tanto com a matemática, mas eu tento.

    abraços e até novos momentos inspirados!

  12. Santaum disse:

    Sem dúvida, sem dúvida.

    Só que o Beraldo faz isso no início dos posts dele, e eu imagino um som na hora do abraço, hehehehehe…..

  13. Mila disse:

    Gi,
    Budista E hedonista? Será que são coisas compatíveis?
    No final das contas, ambas são jeitos de procurar a felicidade – seja através dos prazeres ou pela sua eliminação, rs. Já dizia Oscar Wilde, o único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. 🙂
    Mas, se quer saber o que acho, o importante, no final do dia, é ser honesto consigo mesmo – e acho que em sua descrição você foi bastante honesta. 🙂

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s