Sistemas imunológicos artificiais

Quando estava pesquisando um pouco sobre algoritmos genéticos (basicamente, combinação de genes de soluções e passagens de gerações onde a melhor solução sobrevive), me deparei com mais um tópico interessante da computação baseada em mecanismos biológicos, os sistemas imunológicos artificiais.

De fato, a natureza pode nos ajudar muito, levando em conta que já nos deu as redes neurais artificiais, a computação evolucionária, a inteligência de enxames (swarm intelligence) e a computação molecular (de DNA). O sistema imunológico chamou a atenção dos cientistas da computação por sua capacidade de reconhecer padrões (anti-corpos que reconhecem invasores), sua robustez, capacidade de aprendizado, memória e distributividade – um sistema composto por vários elementos se comunicando eficientemente é de chamar atenção mesmo.

O sistema imunológico dos mamíferos (no qual se inclui o nosso) basicamente se divide em duas partes: sistema inato e sistema adaptativo. O inato já vem “embutido” quando nascemos e tem anticorpos e células capazes de saber se um objeto estranho entrou no organismo e de diferenciá-lo das nossas células. O adaptativo tem elementos diferentes mas com os mesmos princípios, com a diferença de que muda e se adapta durante o nosso tempo de vida.

Na computação, pode ser usado como reconhecedor de padrões, para segurança de redes, para aprendizado de máquinas e outras coisas mais. Das duas aplicações práticas que vi, uma foi um sistema de detecção de intrusos, para segurança de redes. A outra é um tipo de rede imunológica artificial, uma contrapartida às redes neurais artificiais. Impressionante!

A teoria em si é um pouco trabalhosa e ainda estou a estudando hehe. Quem sabe eu escreva um post detalhado sobre isso for dummies, mas por ora, deixo os links abaixo para a devida apreciação (leitura técnica, ok?). 🙂

Ver mais:
Link de uma tese de doutorado no assunto. No final da página, tem vários links.
Verbete da Wikipedia sobre o assunto.
Artificial Immune Systems – Portal que agrega tudo sobre o assunto.

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Sobre giseli

Eu: Engenheira, sedenta por bits e chocólatra assumida. Além de ser fã de IAs, principalmente Wintermute e HAL9000
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7 respostas para Sistemas imunológicos artificiais

  1. Geraldo Falci disse:

    Caramba… eu fiz uma matéria de Redes Neurais durante o mestrado (com o ilustríssimo Professor Von Zuben, orientador da tese de doutorado que você linkou, que é muito bom professor) e a única coisa de boa que tirei dela foi a minha namorada, que conheci lá. De resto, por mais interessante que seja, não é minha praia.

    E pensar que fiz a matéria por pura curiosidade. Mórbida pelo jeito. 😛

    No mais, boa sorte com os estudos, Gi-sama! Essa área exige muita dedicação e interesse.

  2. Geraldo Falci disse:

    Mórbida porque eu passei o maior perrengue para passar nela. Foi minha menor nota nas matérias do mestrado (um B), mas também foi a mais merecida, eu diria.

    E quanto a mundo pequeno… pôxa, eu já até tinha te falado que estudamos com um amigo em comum, Ederson, que foi meu colega até o segundo grau e estudou com você na faculdade .

    Bota mundo pequeno nisso. 😉

    • Giseli Ramos disse:

      Geraldo: Pois é, ouvi falar que na maioria das matérias que envolve IAs tem que passar o maior perrengue mesmo… Olha, eu me lembro de alguém comentando comigo que estudou com algum colega meu de faculdade, acho que era você então hehehe.

  3. Poutz! Algorítmos genéticos é um dos assuntos que curto muito junto com redes neurais (inclusive meu projeto de conclusão inclui uma rede neural tipo perceptron).

    Então srta. Giseli, mil desculpas pela demora em cima da sua demora no comentário que fez lá no meu site 2 meses atrás. Não pense que foi um takeback, rs, mas os últimos meses foram tão corridos que tive de deixar muitas coisas pessoais (site e emails por ex.) de lado. Ainda estou com alguns trabalhos pendentes mas as coisas são assim mesmo.

    Sobre o assunto do mergulho (vide seu comentário, rs), não sei qual sua cidade, mas aqui no Brasil de forma geral somos muito privilegiados pelos belos pontos que temos. Recentemente fugi (só assim mesmo) pra Ilha Grande, aqui no RJ, e tive encontros incríveis de baixo d’água, inclusive uma raia gigante de 4m de ponta a ponta que fiquei louco quando vi. Resumindo, tem todo meu apoio de tomar coragem e cair na água.

    Ainda sobre o último comentário seu, impressionante como alguns engenheiros tem vocação pra ciência não, ehauehaueha. Por isso pensei que você era física.

    Tomei vergonha na cara de terminar alguns artigos pendentes pra publicar no meu site e acho que dessa vez vai, já até espantei as moscas lá do wordpress. Tenho alguns tutoriais sobre FreeBSD, PostgreSQL e principalmente o trabalho que desenvolvo no Projeto Pierre Auger com física de altas energias.

    Nos vemos por aí.

    • Giseli Ramos disse:

      Fernando: Sem problemas, afinal eu mesma também demoro a responder rs. Eu tô em SP, sabe como são as “praias” paulistanas daqui =P
      Caramba! Tu trabalha no Auger? De vez em quando eu acompanho notícias sobre esse projeto, eu gostaria sim de ver alguns posts seus sobre isso! =D

  4. maraise wayne disse:

    cara por que mórbida?
    rsrsrs

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