Calculus Rhapsody

Fonte: fuckyeahmath.

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Moral Machines

Esse post serve como um complemento ao meu outro post sobre a moralidade das máquinas na ficção e também faço um resumo das premissas do livro Moral Machines, de Wendell Wallach e Colin Allen, que li no final do ano passado.

  • Mesclar humanos com tecnologia poderia fornecer sensibilidade para fazer considerações morais, mas a tecnologia que interfaceia diretamente com o humano não pode interferir com a autonomia humana.
  • Parece que a maioria das pessoas ainda não se sente à vontade em deixar 100% do controle de certos processos e sistemas vitais à máquina, como por exemplo, o metrô de SP (e de outras partes do mundo) tem um operador na janela para supervisionar o trajeto. Mas teoricamente o metrô é capaz de operar sozinho sem o operador, a presença humana se fez necessária mais para passar uma imagem de confiança do serviço aos usuários.
  • Claro que não se pode ir botando totalmente o controle nas máquinas, há limites para atribuir faculdades que as máquinas não têm. Para deixar claro, um exemplo, na época da Guerra Fria, houve vários exemplos de falsos positivos nos radares que supervisionavam o espaço aéreo. Já imaginou o que aconteceria se a última palavra para lançar uma bomba nuclear fosse dada aos computadores? Os operadores humanos dos radares sempre esperavam um tempo depois do falso positivo, para esperar por confirmação de terceiros. Ao que parece, prudência ainda é uma boa característica humana…
  • Uma peça de teatro chamada R.U.R., escrita por Karel Capek deu origem à palavra robota, que em tcheco, significa servo. Não é lá grande coisa como livro, mas vale pelo significado histórico.
  • Ter conhecimento de como a mente funciona não implica que devemos construir algo próximo disso. Para entender isso, pense nos conhecimentos do vôo. Sabemos como os pássaros voam, mas não construímos aviões que batem asas, certo? Não precisamos construir uma mente artificial baseada estritamente nos moldes de uma inteligência humana.

Esses são alguns dos pontos abordados pelo livro, interessante para quem quiser se aprofundar no estudo da moralidade das máquinas. Vale a pena para quem é da área ou mesmo curioso. E também serve para evitar uma espécie de Skynet no futuro…

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Livros no Android

Descobri que um celular com o sistema Android é um ótimo ebook reader! 😀

Então, para pegar livros gratuitos, gosto de ir no Project Gutenberg, pois lá tem muitos livros com direitos de copyright já expirados e boa parte está no formato mobi, bom para leitores de ebooks leves. Também dá para usar o formato epub.

O ebook que estou usando é o FBReader, bem melhor que o Aldiko, que estava usando e caso você tenha .pdfs você pode usar o programa calibre para converter para mobi ou epub. Claro que daria para ler pdfs no celular, mas vi que a navegabilidade para ler com pdf é bem irritante e não tão boa assim, sem contar que aumentar o zoom num pdf piora ainda mais a navegação. Ou estou fazendo besteira, mas prefiro me ater aos formatos mobi e epub mesmo.

E para livros recentes, o que fazer? Pode-se instalar o Kindle for Android e comprar os livros na Kindle Store! 😀 E só descobri agora que dá para colocar no Kindle for PC o livro que você comprou para o Kindle for Android. De qualquer modo… para que ter o Kindle propriamente dito?

É sempre bom ter uns livros extras à mão sem peso extra, mas ainda vou comprar de vez em quando uns livros em deadtree, afinal, preciso cheirar livros novos 😛

PS: Para baixar os aplicativos que mencionei, só digitar o nome do programa no Android Market.

UPDATE: Na verdade, de acordo com o @mushisan, parece que é melhor baixar no formato mobi que no formato epub. E aproveite para ver o review dele do Kindle aqui, que tem umas informações sobre o Kindle. E aproveitei para corrigir umas coisas no post.

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Feliz 2011!

Ae, um ano novinho em folha! 😀 Na prática não significa nada, mas mesmo assim é bom a gente ter uma sensação de recomeço, certo?

A primeira leitura do ano é o livro “World War Z”, do Max Brooks, uma espécie de relato da guerra contra os zumbis. Meio que um “Walking Dead” em primeira mão. Ainda não terminei mas estou gostando bastante e recomendo sem medo, para quem curte ficção com zumbis.

Depois que ler esse, meus planos de leitura antes de voltar ao batente da pós (em alguns dias) é ler a série A Torre Negra do Stephen King e ler os contos do H. P. Lovecraft relacionados ao “Call of Cthulhu”.

Por enquanto é isso e para finalizar, apreciem a bela imagem da imagem astronômica de ontem aqui e meus votos de novo ano sideral!

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Lista de leituras de 2010

Final de ano chegando… e uma de minhas épocas preferidas, pois gosto de avaliar o que li de interessante em 2010 (e continuar o costume que iniciei em 2008). Aí embaixo vai minha lista de livros lidos em 2010 e só não mencionei os poucos contos curtos que li, sempre esqueço de colocar numa lista dã. Depois, num próximo post, comentarei sobre algumas das leituras das quais mais gostei. Só não sei se posto ainda nesse ano ou ano que vem 😛 Ah, e pode ser que até o dia 31 eu adicione mais 1 ou 2 livros…

1 – As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis
2 – O símbolo perdido – Dan Brown
3 – Marooned in Realtime – Vernor Vinge
4 – The Peace War – Vernor Vinge
5 – The State of the Art – Iain Banks
6 – Lost Girls – Alan Moore
7 – Um Café com Buda – Joan Duncan Oliver
8 – Red Mars – Kim Stanley Robinson
9 – O código da inteligência – Augusto Cury
10 – Green Mars – Kim Stanley Robinson
11 – The planiverse – A. K. Dewdney
12 – A besta – Roslund & Hellström
13 – Estudos sobre a Leveza – Fernando Torres
14 – The last theorem – Arthur Clarke e Frederik Pohl
15 – Symmetry and the Monster – Mark Ronan
16 – O livro tibetano do viver e do morrer – Dogyal Rinpoche
17 – Blue Mars – Kim Stanley Robinson
18 – Declare – Tim Powers
19 – Logicomix – Apostolos Doxiadis e Christos Papadimitriou
20 – Hector & Afonso – Estevão Ribeiro
21 – Alice no país dos espelhos – Lewis Carrol
22 – O centésimo de Roma – Max Mallmann
23 – O livro dos códigos – Simon Singh
24 – Group theory in the bedroom – Brian Hayes
25 – O pêndulo de Foucault – Umberto Eco
26 – A game of thrones – George Martin
27 – Estrela oculta – Robert Heinlen
28 – Guerra Justa – Carlos Orsi
29 – The trouble with physics – Lee Smolin
30 – Global Frequency
31 – Nexus – Mark Buchanan
32 – Inversions – Iain M. Banks
33 – O apanhador no campo de centeio – J. Salinger
34 – A clash of Kings – George Martin
35 – A storm of swords – George Martin
36 – Cyberbrasiliana – Richard Diegues
37 – Nano – R. Marcchi
38 – Futuro Proibido – vários autores (coletânea)
39 – O cão dos Baskervilles – Sir Arthur Conan Doyle
40 – Software – Rudy Rucker
41 – Wetware – Rudy Rucker
42 – Vita Brevis – Jostein Gaardner
43 – O último adeus de Sherlock Holmes – Sir Arthur Conan Doyle
44 – Memórias de Sherlock Holmes – Sir Arthur Conan Doyle
45 – A sombra do vento – Carlos Ruiz Záfon
46 – Lanark – Alastair Gray
47 – Unknown Quantity: A Real and Imaginary History of Algebra – John Derbyshire
48 – Zen e a arte de manutenção de motocicletas – Robert Pirsig
49 – Flatterland – Ian Stewart
50 – Look to Windward – Iain M. Banks
51 – Trabalhe 4 horas por semana – Thimothy Ferriss
52 – Freeware – Rudy Rucker
53 – A feast for Crows – George Martin
54 – A batalha do apocalipse – Eduardo Spohr
55 – Galileo´s Daughter – Dava Sobel
56 – Fascínio do Universo – editores: Augusto Damineli e João Steiner
57 – Realware – Rudy Rucker
58 – Almanaque das curiosidades matemáticas – Ian Stewart
59 – O beijo da mulher aranha – Manuel Puig
60 – Focus – Leo Babauta
61 – From here to infinity – Ian Stewart
62 – The Algebraist – Iain M. Banks
63 – Friday a mulher do futuro – Robert Heinlein
64 – What just happened – James Gleick
65 – Os três estigmas de Palmer Eldritch – Philip K. Dick
66 – Duna – Frank Hebert
67 – Mr. Punch – Neil Gaiman
68 – Coisas frágeis – Neil Gaiman
69 – Whitechapel Gods – S. M. Peters
70 – Krakatoa – o dia em que o mundo explodiu – Simon Winchester
71 – The Hacker Crackdown – Bruce Sterling
72 – Histórias de robôs vol.1 – vários autores
73 – Histórias de robôs vol. 2 – vários autores
74 – Histórias de robôs vol. 3 – vários autores
75 – Memórias da casa dos mortos – Fiodor Dostoiévski
76 – A captura – Kathryn Lasky
77 – A jornada – Kathryn Lasky
78 – O resgate – Kathryn Lasky
79 – O cerco – Kathryn Lasky
80 – Moral Machines – W. Wallach e C. Allen
81 – Os retratos de Oscar Wilde (O Retrato do Sr. W. H. e O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde
82 – R.U.R. – Karel Capek
83 – The war with the newts – Karel Capek
84 – At the mountain of madness – H. P. Lovecraft
85 – Freakonomics – Steven Levitt e Stephen Dubner
86 – A Torre Negra – O pistoleiro – vol. 1 – Stephen King
87 – A Torre Negra – A escolha dos três – vol. 2 – Stephen King
88 – A Christmas Carol – Charles Dickens

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Breves curiosidades de xadrez e computadores

Ontem tive o prazer de descobrir por esse post um documentário bem interessante sobre o confronto entre o jogador humano Kasparov e o supercomputador Deep Blue. E coincidência ou não, ao terminar hoje a leitura de “Moral Machines“, me deparei com alguns links interessantes sobre o confronto de 1997. Então, resolvi escrever brevemente sobre o assunto.

Nos primórdios da IA, muitos consideravam que um computador saber jogar xadrez era um bom sinal de avanço na área. Na verdade, não é bem assim, porque o computador não joga xadrez da mesma forma que nós jogamos. Assim que movemos a primeira peça, como o peão, há um certo número de possibilidades de contra-movimentos para aquela peça (só não especifiquei o número porque cada peça tem regras de movimento diferentes). Nós, humanos, também pensamos nas possibilidades de movimentos futuros, mas apenas em uma janela estreita de possibilidades (até umas 5 jogadas adiante, se bem que enxadristas talentosos podem pensar em mais jogadas), enquanto que o computador consegue calcular fácil, em segundos ou minutos, milhares de jogadas adiante para cada possível peça. O fato de calcular rapidamente as probabilidades de movimentos e plotá-las numa árvore de possibilidades com essa aqui não significa que o computador seja inteligente ou apto a passar num, digamos, teste de Turing. Que é apenas especializado em jogar xadrez, e nada mais. É um tipo de savant de silício, por assim dizer. Mas talvez isso mude no futuro…

De qualquer modo, o estudo de supercomputadores para jogar xadrez é bem útil, em termos de processamento de alto volume de dados em pouco tempo. E indo para o objetivo principal do post, que era o de compartilhar os links que achei no livro “Moral Machines“, para quem curte um pouco de história e curiosidades:

The triumphant teamwork of humans and computers – Descrevendo a interação dos humanos com os computadores pelo xadrez e técnicas que humanos desenvolveram para derrotar os programas, por causa de alguns “vícios computacionais” em xadrez.

Multimedia Report by Frederic Friedel: Garry Kasparov vs. Deep Blue – Uma espécie de diário, descrevendo os dias do confronto em 1997.

Deep Blue – Overview – Site oficial do confronto de 1997 (meio velhinho, uma repaginada seria boa hein?).

E para quem quiser saber de outros jogos de xadrez entre humanos e computadores, a Wikipedia tem uma listagem.

PS: Não sou boa jogadora de xadrez, não consegui até agora ganhar do computador, exceto se ele joga no modo aleatório ou no nível fácil 😛

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Eclipse da Lua para encerrar o ano

Opa, parece que vai ter eclipse da Lua na madrugada e início da manhã do dia 21 🙂 Vamos ver se o tempo ajuda, já que me atrapalhou para ver a chuva de meteoros de Geminídeos e acabei não conseguindo ver…

Você pode ver a tabela detalhada dos horários de cada entrada e saída das sombras (penumbra e umbra) da Terra aqui, mas o que importa é que às 5h40 a Lua começa a entrar na sombra mais escura (umbra) e o máximo será às 6h16. Mas provavelmente só vai dar para ver uma parte, porque a Lua já estará se pondo e bem baixo no horizonte… bom, não custa nada tentar 😀

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